Até quando?



Covardia.
Dor, sentimentos de ódio, cólera, de revolta, mágoa, tristeza, rancor.
Tantos são os sentimentos que rodeiam o homem, que sem perceber passam por muitos sentimentos ruins que traz repercussões catastróficas na sua vida.
Tem coisas que acontecem conosco, que mexem muito com a gente e nos faz mudar, e é essa, a verdadeira mudança.
6 de agosto de 1945, EUA resolve acabar com a Guerra lançando a primeira bomba atômica do mundo, em Hiroshima.
Mais de 140.000 mortos, a cidade fica devastada, corpos completamente queimados, bebês de colo, sem cabeça.
9 de agosto de 1945, EUA resolve lançar mais uma bomba atômica, agora em Nagasaki.
Mais de 70.000 pessoas mortas, a radioatividade alcança quilômetros, mesmo as 100.000 pessoas que sobreviveram das duas bombas se encontram queimadas, parte de seus corpos sem pele, rostos desconfigurados, passaram-se anos e mesmo assim ainda sofrem preconceitos por terem radioatividade em seu corpo, muitos morreram mesmo depois de sobreviverem, com cancêr e outras doenças que a radioatividade causou.
Japoneses vão aos EUA para fazer cirurgias plásticas, algumas pessoas passam por mais de 30 cirurgias no corpo sendo necessário muito enxerto na recuperação de sua pele e de seu rosto.
Muitas mulheres não puderam ter filhos por causa da radioatividade, algumas tiveram mais de 6 abortos na tentativa de engravidar e vivem hoje com amigas, que também sobreviveram, sendo ajudados pelo governo japonês devido ao preconceito, pois não conseguem arrumar trabalho em seu próprio País.
E ainda assim, hoje, escuto pessoas falando pra tacar uma bomba atômica em Israel. Sei que muitas coisas são feitas erradas pela ONU, como por exemplo, deixar Israel atacar os palestinos, seus hospitais que só tentam salvar aqueles que estão fora da guerra e suas universidades. Tal lei tratada pela ONU diz que Israel não pode atacar suas escolas, nem seus hospitais como uma questão de honra, mas mesmo assim a destruição continua, sem que a ONU faça nada. Me pergunto, até quando essa guerra irá? E até quando deixaremos isso tudo acontecer, como se tivéssemos com nossos olhos fechados. Tantos são os vídeos que relatam tudo, com detalhes, então por que ninguém faz nada? Não existe justiça? Pra essas perguntas eu não tenho resposta, mas sei e tenho esperança que um dia isso tudo irá acabar e nossas diferenças uns com os outros na vida, irão dissipar...
Rio, 11/09/2010 – 17:09
Rodrigo Bastos.

"Silêncio..."


Atrapalha, cansa, desgasta.
Muita gente próxima, mas não entendem nada, não ajudam!!!
Falta, muita falta. Dias de muito, vésperas de nada.
Às vezes tudo cansa. Uma vontade de me isolar do mundo.
Temperamento volátil do ser, eu ser.
Humor indefinido, nunca sabe o que quer.
Pelo menos não me canso de mim, pelo menos eu me canso de mim.
Ansiedade, muita ansiedade. Necessidade de escrever!!!
Alguma coisa acalma quando isso acontece, mexe.
Vem o silêncio, quase que sentindo o caminho.
Quase não, sentindo o caminho, a direção, por onde seguir.
Como se falasse, no silêncio, mas só nele ela fala.
Como um sopro, sutil, quase não da pra ouvir, mas nunca falha.
Cheiro de mudança, muita mudança.
Silêncio...
 Rio,08/09/2010 - 14:00hs

Sinto falta, muita falta.

Saudade de escrever...
Hoje está completando exatos 41 dias sem escrever.
É que as noites ultimamente tem conseguido virar noites.
O motivo? Não sei.
O tempo mudou.
As coisas mudaram.
E eu?
Mudei também. Muitas coisas sem sentido, muitas coisas perdidas.
O tempo não parece mais o tempo.
Estranho? Muito. Eu mesmo me pergunto.
As noites continuam lindas. Então o que mudou? Por que mudou? Não sei, mas elas não são mais as mesmas.
Tudo meio confuso há espera não sei de quê.
A única certeza que tenho é que os dias continuam passando.
De vez em quando a música diminui, quase se cala.
O silêncio já veio, a agitação também.
Mas passaram.
Em alguns momentos sinto falta, mas logo arrumo algo a fazer.
É como se faltasse alguma coisa.
Queria que ela volta-se. Sinto falta, muita falta.
Rio, 31/08/2010 – 2:18hs  

Feliz dia do amigo

 

Eis que aqui guardei o melhor de minha energia, o melhor de minha vida. Eis que nesse dia tão formoso e especial lhes sopro o que há de melhor nos algures de minha alma.
Amigo, aquele que conforta tuas angústias, por pior que ela seja, mesmo sabendo que elas muitas vezes não podem ser confortadas.
Amigo, aquele que muitas vezes parece como uma mãe a você, que chora contigo, que sorri contigo ou até mesmo o espera chegar em casa, como uma mãe faz a espera de seu filho.
Muitas vezes não demos a importância certa e justa a eles, mas eles são o melhor presente de nossas vidas, como anjos, que se comunicam por cânticos meio aos céus e que mesmo no silêncio ou em meio a madrugada, escuta todas as nossas preces.
Amigos, aqueles que muitas vezes, nos levam também a fazer a maior loucura de nossas vidas, mas o que seria de nós sem elas? Como conseguiríamos nos sentir tão vivos assim?
Amigos, a vocês, eu reservei aquilo que Deus usa para equilibrar todo o universo. A vocês, eu reservei aquilo que Deus grita por todos os cantos do nosso planeta. E a vocês eu reservei tudo que há de melhor nessa vida. O meu amor...
Feliz dia do amigo,

Rodrigo Bastos.

Rio,20/07/2010 – 12:15hs

"Sim"

Sim...
Sim...
Essa é a resposta para sua pergunta.
A minha pergunta?
Sim, sua pergunta.
Lembra quando aquela vez aconteceu uma briga e você ficou sozinho?
Lembra também aquele dia pelo qual você tentava dormir mas não conseguia de tanto soluçar com o seu choro?
Lembra, quando certa vez você ficou frustrado achando que tinha achado a pessoa da sua vida mas quando descobriu que não era sentiu uma vontade muito grande de se matar?
Sim...
Essa é a sua resposta.
Olhe para o céu menino...
Será que não consegue ver?
O menino procurava, aflito, pelo sinal...
Certo, então vou lhe ajudar...
Você se lembra quando era criança e ficava brincando com as estrelas?
Lembra também, quando no céu você encontrava uma estrela junto a outra e dizia que aquela alma ali era sua gêmea? E que um dia ia encontrar?
Lembra também que um dia seu coração parecia sair pela boca e disse em seu pensamento que um dia ia encontrar alguém que apenas encostando o corpo ao seu ia conseguir acalmar seu coração acelerado?
Sim, eu me lembro.
Olha quem vem lá...
É ela.
É ela que se aproxima e está observando todos os seus passos, cuidadosamente.
Agora falta pouco.
Rio, 14/07/2010 – 3:10hs
Rodrigo Bastos

"Desencontro"


Quando vai chegar a hora disso tudo acabar?
Já não agüento mais esperar.
O choro já nem vem mais,
Não deve agüentar mais vim.
Longos e dolorosos desencontros da vida.
Às vezes me perco em que parte estou.
As madrugadas me sufocam.
Muita vontade de gritar.
Dor de cabeça, quarto vazio, onde deve ter ido parar minha alegria?
Tenho procurado, mas não consigo encontrar.
Ela parece estar longe...
Será que um dia eu a encontro?
Rio, 13/07/2010 – 2:38hs
Rodrigo Bastos

"Como um covarde"

Já não sei mais o que é noite.
Já não sei mais o que é dia.
Acho que o culpado sou eu por estar sempre criando expectativas.
O dia passa, às vezes anos e a tristeza aumenta.
Às vezes ela vira melodia, às vezes vira lágrima que não consigo conter.
Penso que jamais irei encontrar alguém pra mim, muitas vezes tento acreditar que isso é mentira, que um dia sim, eu irei encontrar alguém, mas isso é uma ilusão, eu não irei encontrar ninguém, mas vivo me alimentando dessa mentira, não consigo ser diferente e isso machuca muito.
Me escondo na agitação da minha vida, ninguém sabe, mas muitas vezes eu me escondi atrás dela, como  um covarde.
Sonhei em ter alguém que eu pudesse compartilhar minhas vitórias, minhas derrotas, construir uma família junto, ter filhos. Doce ilusão. Toda vez eu penso, dessa vez vai ser diferente, mas não adianta, sempre acontece. Procuro nas pessoas “erradas”, procuro nas pessoas “certas”, mas nunca é a certa.
Fico com raiva de mim mesmo, será que o mundo é só miragem? Me perco em tentar fazer alguma coisa quanto as minhas emoções, mas não consigo fazer nada. Me sinto só, mesmo com muita gente ao lado. É aqui dentro entende, e não consigo mudar isso. Já não consigo mais escrever

Rio,23/06/2010 - 0:07hs